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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Padre Ivo permite culto a orixás em Igreja de Nova Iguaçu/RJ (Assine o abaixo assinado!)



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Padre Ivo Gomes, sacerdote de Nova Iguaçu. 



A Diocese de Nova Iguaçu continua seu descaminho no rumo da heresia do diálogo inter-religioso onde Cristo, única verdade, é relativizada em nome da tolerância, da "paz" e do "respeito" a cultos demoníacos. 

Desta vez a Comunidade do Sagrado Coração de Jesus em Geneciano, Nova Iguaçu, foi a escolhida para ser profanada por adoradores de deuses falsos. Não bastasse o fato de lavarem as escadarias da Igreja ainda tiveram acesso a nave do templo onde fizeram rituais e invocaram seus orixás, com a anuência do Padre Ivo Gomes. 




O padre em questão agiu contrariamente a missão recebida de Nosso Senhor Jesus Cristo. A função sacerdotal do padre é a de ensinar que Jesus é a única via de salvação e zelar para que os fiéis de Cristo se mantenham na verdadeira doutrina. Ao receber praticantes do candomblé em sua Comunidade, ele ofendeu a Deus e conspurcou seu sacerdócio, manchando-o com a aprovação de rituais macabros de invocação a anjos decaídos dado que os orixás nada mais são do que diabos, como bem ensina Santo Agostinho: "os deuses pagãos são demônios"



O sacerdote em questão diz que, o que une umbandistas e católicos é maior do que as diferenças que separam - heresia do indiferentismo religioso - que "o axé e a graça" são a mesma coisa - axé, no candomblé é a força do orixá; a graça, na teologia cristã é o poder salvador de Deus; não é possível que sejam a mesma coisa: na teologia católica a graça é produto da morte redentora do Filho de Deus na cruz; os umbandistas ou praticantes do candomblé não creem em pecado ou redenção, tampouco no caráter salvador de Jesus. Padre Ivo escorrega para o terreno da insanidade e do absurdo teológico ( A partir do minuto 5:50 https://www.facebook.com/odebabaomyn/videos/1914114275297910/)

Ao longo do vídeo que pode ser visto no link acima, fica claro que os adoradores de orixás entram fazendo cantos em Iorubá em honra a seus deuses pagãos. 

O Pe. Ivo ainda alega que "não faz sincretismo" mas que respeito o sagrado que há em outras religiões ( Minuto 7:30 a 8:00) e que a união das religiões é que vai trazer a paz ( Não é mais Cristo, o príncipe da paz, quem a trará). 



O referido sacerdote recaiu no pecado contra o primeiro mandamento pois cometeu sacrilégio. O Catecismo disciplina que: 

"§2120 O sacrilégio consiste em profanar ou tratar indignamente os sacramentos e as outras ações litúrgicas, bem como as pessoas, as coisas e OS LUGARES CONSAGRADOS A DEUS. O sacrilégio é um pecado grave, sobretudo quando cometido contra a Eucaristia, pois neste sacramento o próprio Corpo de Cristo se nos torna substancialmente presente."

A permissão a que cultores da religião iorubá adorem seus orixás em um templo católico, consiste em profanar um lugar santo. É sacrilégio. 

A fim de que a honra devida a Deus seja reconhecida, estamos, por meio deste blog, abrindo um abaixo assinado a fim de que as devidas penas sejam aplicadas ao Padre em questão, para que práticas infames como estas não voltem a acontecer no templo santo de Deus. Embora consideremos bastante improvável que as autoridades tomem a necessária medida para corrigir este absurdo ,faremos nossa parte a fim de que possamos testemunhar o nome de Jesus Cristo. 

No espaço para os comentários deixe seu nome completo a fim de encaminharmos o abaixo assinado ao bispado de Nova Iguaçu

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Neocons e olavetes: cúmplices do assassinato de cristãos?

  




Pontifica o Oráculo da Olavosfera no texto "
URSS, a mãe do nazismo":
"[...]Todo militante ou simpatizante comunista é cúmplice moral de genocídio, tem as mãos tão sujas quanto as de qualquer nazista, deve ser denunciado em público e excluído da convivência com pessoas decentes. A alegação de ignorância, com que ainda podem tentar se eximir de culpas, é tão aceitável da parte deles quanto o foi da parte dos réus de Nuremberg. É uma vergonha para a humanidade inteira que crimes desse porte não tenham jamais sido julgados, que seus perpetradores continuem posando no cenário internacional como honrados defensores dos direitos humanos, que partidos comunistas continuem atuando livremente, que as idéias marxistas continuem sendo ensinadas como tesouros do pensamento mundial e não como as aberrações psicóticas que indiscutivelmente são. [...]"

Por questão de isonomia, adotemos o critério olaviano aplicado aos comunistas para os adeptos e simpatizantes do neoconservadorismo made in US, caso dos apoiadores da Guerra do Iraque, aquela que ceifou milhares de vidas e abriu caminho para a convulsão social que poderá levar o anticristianismo genocida do ISIS ao poder em Bagdá:
"[...]A justificativa que eles[EUA] deram[à Guerra do Iraque] é uma coisa, o que aconteceu realmente foi outra. Eu pessoalmente, depois que descobri todo aquele morticínio de presos políticos[por parte do regime de Saddam Hussein], eu comecei a achar que a guerra[para derrubá-lo] tinha sido certa. Não pelas razões que que eles alegaram, mas pelos fatos que apareceram depois, tá compreendendo?[...]Você tem que ver a longo prazo o benefício que efetivamente resultou para a humanidade.[...]O que a humanidade ganhou com isso? Ora, foi boa a invasão do Iraque? Eu não sei, o senhor também não sabe, ninguém sabe, mas tem uma pessoa que deve saber isso: os iraquianos. Pergunta para eles! 82% da opinião[pública]iraquiana acha que a situação melhorou muito.[...]"

O que se tem acima foi proferido numa mesa-redonda (ver vídeo a partir de 4min43s a 5min43s). Não lhes parece uma versão mais elaborada do velho bordão "os fins justificam os meios"? Vou além: não lhes parece que é fenômeno comparável (ainda que não necessariamente equiparável) ao descrito abaixo?


"'Mentalidade revolucionária' é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao 'tribunal da História'." [v. "A mentalidade revolucionária"]

Tivesse o sr. Olavo de Carvalho um público de boa memória, com adequado tirocínio e de disposições críticas diferentes daquelas vigentes em fã-clubes e torcidas organizadas, esse público cobraria satisfações do guru. Como não é o caso, deixarão que ele coloque-se  na defesa das causas pessoalmente vantajosas do momento sem ter que dar explicação ou justificativa, e menos ainda responder pelas consequências deletérias da sua pretensa atividade de formador e informador. 


VER TAMBÉM:  É a guerra contra a Líbia uma guerra justa?

Por Victor Fernandes



Pio XI e seu apoio a Mussolini contra judeus e comunistas



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Achille Ratti – o futuro Papa Pio XI – era apenas um bibliotecário pontifício em 1918. Ele havia sido professor de teologia do Seminário de Milão. Seu talento intelectual o elevou a condição de bibliotecário do Papa Bento XV. Mas não foi como tal que ele viria se tornar papável. Em 1918, em meio a primeira guerra, Bento XV o nomeou como seu legado na Polônia. A missão era conhecer o estado em que encontrava o país e a Igreja Católica em terras polacas.

A Polônia preparava seu renascimento depois de um século de controle russo ou alemão e austríaco. As fronteiras começavam a ser delineadas. A missão de Ratti era, inclusive, ajudar a elite católica do país a reerguer a Polônia em bases cristãs. Viajando pelo país o que Ratti mais ouviu foi a preocupação dos sacerdotes com as conjuras de certos grupos judaicos contra a idéia de uma Polônia católica. Na Polônia da época, dez por cento da população era de judeus. Em Milão Ratti havia tido relações amistosas com os judeus da cidade, dado que eram bastante assimilados. Na Polônia a assimilação quase inexistia. E Roma não tinha boas impressões disso. Em 1555 o papa Paulo IV, através da Bula “Cum nimis absurdum”, ordenava que os judeus em terras da Igreja, vivessem nos guetos; o contato de judeus com católicos devia ser limitado ao máximo para evitar contaminações. Em 1870, com a tomada de Roma pelos exércitos de Vítor Emanuel, rei do Piemonte que liderou a unificação da Itália, o Papa perdeu seus estados pontificais. A unificação da Itália se fez sob a liderança de chefes maçônicos e era vista pela Maçonaria como uma etapa fundamental para a dissolução do poder da Igreja e a consequente laicização dos povos. Uma das primeiras medidas do novo rei da Itália foi libertar os judeus. Isso levou a Civiltà Cattolica, revista jesuítica que funcionava como órgão filosófico/teológico do papado, no combate ao iluminismo e na formação da opinião pública dos católicos, destinando-se, principalmente, à elite intelectual do clero e dos fiéis, fornecendo a visão do Papa sobre diversos assuntos, a renovar os ataques aos talmudismo judaico, desde o fim do século 19.

Neste aspecto advertia a revista que:

judeus...conseguiram por as mãos em...toda a riqueza pública...assumiram o controle do dinheiro e da própria lei nos países onde tem permissão de ocupar cargos públicos”.

A Civiltà insistia, na época, que os judeus deviam ser separados dos cristãos como insistira a Igreja fazia milênios e que, se isso não ocorresse, a população cristã seria reduzida a “escravidão”:

como estão errados aqueles que pensam ser o judaísmo apenas um religião...e não uma raça, um povo, uma nação” In: “La rivoluzione mondiale e gli ebrei”, CC 1922 IV, pp. 111-121; “Il socialismo judeo-massonico tiranneggia L'Austria”, CC 1922 IV, pp. 369-371.

A Civiltà considerava que os judeus jamais poderiam ser leais ao país que os recebia pois tinham um projeto de poder universal, planejando se valer dos direitos iguais para tomar o controle político do mundo ocidental. Nos idos de 1917 a Civiltà alimentou a polêmica responsabilizando os judeus pela revolução comunista na Rússia, fazendo tocar a trombeta de uma vasta conjura global pela tomada de poder pelos judeus.

Ratti, ao escrever seus relatórios, mostrava como a elite católica da Polônia se achava aterrorizada pelo perigo judaico. Os judeus eram acusados de terem se aliado aos alemães durante a guerra e de atuar como agiotas impiedosos nos vilarejos que ficaram empobrecidos durante o grande conflito mundial. Muitos partidos se agitavam, em 1918, para ocupar o poder no país recém independente. Entre estes os anarco-socialistas e os bolcheviques. Os quadros anarquistas e bolcheviques na Polônia eram formados, majoritariamente, por chefes judeus. Ratti relata em seus escritos dirigidos ao Papa Bento XV nos seguintes termos:

Embora os polacos sejam bons católicos temo que eles possam cair nas garras da más influências que lhes preparam armadilhas...uma das piores e mais fortes influências sentidas aqui, talvez a mais forte e pior de todas é dos judeus” In: Carta de Achille Ratti para Pietro Gasparri, 9 de janeiro de 1919, citado em Wilk, 1997.

Em 1919 o Papado reconheceu o novo estado polaco e Ratti virou seu Núncio Papal. No verão o Exército Vermelho chegou perto de Varsóvia. A contra-ofensiva polonesa afastou a ameaça. Ratti ficou, desde então, convicto de que as democracias ocidentais eram frágeis demais para parar o avanço comunista.

Ratti, ao voltar da Polônia, é nomeado Arcebispo de Milão. Alguns anos depois viraria Papa. O contexto de sua eleição era o de uma Itália em cacos: a Monarquia Parlamentar não conseguia por ordem num país marcado por contingentes de ex-soldados que voltavam aleijados da primeira guerra ou que se encontravam desempregados gerando uma massa inquieta e violenta a enxamear as cidades; Roma recebia cada vez mais camponeses pobres vindos do sul em busca de trabalho nas fábricas e na construção civil; a crise social e econômica fazia crescer o movimento socialista liderado pelo partido comunista italiano. Como oposição a isso havia a velha direita conservadora italiana incapaz de fazer frente ao vagalhão socialista e o Partido Popular, um partido católico liderado pelo padre Luigi Sturzo, que fora criado sob os auspícios de Bento XV, a fim de envidar esforços de atuação dos fiéis no campo parlamentar – Bento XV era otimista quanto as possibilidades de ação católica no plano parlamentar/democrático indo na linha do Ralliement de Leão XIII que autorizava os católicos franceses a se aproximar e dialogar com a terceira república francesa de cunho maçônico e laico.

E, como nova força política havia o Fascismo de Benito Mussolini. O Fascismo se organizava em torno da idéia de renascimento da grandeza italiana; Mussolini, que se tornara seu líder, havia passado pelas fileiras do socialismo; mas, no decurso da primeira guerra, em razão do não apoio dos socialistas ao esforço bélico italiano, Mussolini muda de lado considerando que os interesses nacionais da Itália tinham que ficar acima da ideologia partidária o que o faz assumir uma terceira posição, de cunho nacional; ele se torna o grande veiculador e líder do movimento fascista e seu jornal “Il Popolo d'Itália”, vira o principal órgão de propaganda do mesmo. Ao mesmo tempo que a crise política/social/econômica aumentava no país mais ficava clara a incapacidade do sistema parlamentar-monárquico de lidar com ela; o caos alimentava expectativas de melhoramento social o que fazia os votos do socialismo crescerem dia a dia. Os fascistas enfrentavam os socialistas com brutalidade: atacavam prefeituras, paralisam greves e piquetes, faziam políticos de esquerda beberem óleo de rícino a força, a fim de humilhá-los publicamente – o óleo causava diarréia imediata. Os “fasci di combattimento” pareciam ser a única força capaz de estabelecer uma ordem na Itália. Isso fez toda a diferença pois, quando Pio XI ascendeu ao trono papal, a monarquia de Vítor Emanuel III mostrava-se incapaz de deter o avanço comunista. Já em 1920, aquando de uma greve na agricultura do Vale do rio Pó, dirigida por socialistas, esta incapacidade ficara notória: o governo nada fez para contê-la e o clima de rivalidade entre as classes chegou a níveis perigosos. Os fazendeiros, perante a inércia da monarquia, procuraram os fasci que, com bandos armados, saquearam sedes socialistas, invadiram a prefeitura de Bolonha, onde foram mortas dez pessoas durante os ataques, além de terem atacado sindicatos anarquistas.

Sem um governo de fato – dado o caos na Itália - o rei convocou novas eleições para maio de 1921. A campanha eleitoral transformou o país numa praça de guerra entre socialistas e fascistas. O resultado eleitoral trouxe 138 cadeiras no parlamento para os socialistas contra 35 para os fascistas. O partido popular católico obteve 107 cadeiras e os conservadores 240 cadeiras. Foi aí que os rumos tomaram seu curso decisivo: o ministro conservador Giolitti via os camisas negras fascistas como o porrete necessário para manter a ordem no país; isso trouxe a coalização entre os conservadores e os fasci, o que derrotou a bancada socialista e a do partido católico. Nesse ínterim Mussolini fez seu discurso no novo parlamento, asseverando que a missão do fascismo era “restaurar a sociedade cristã, construindo um estado católico para uma nação católica”. A ala anticlerical dos fasci – liderada por Farinacci - foi posta de lado. Mussolini compreendia que era preciso convencer o Papa que seu partido era de mais serventia à Igreja que o partido popular de Sturzo.

Nos meses seguintes os bandos socialistas continuaram a forçar a luta de classes no país convocando uma greve nacional. Os squadristi fascistas – gupos armados – atacaram os socialistas em Milão. A Itália estava a beira de uma revolução como a ocorrida anos antes na Rússia.

Pio XI subira ao trono em 1921 e, em outubro de 1922 manda o seu secretário de Estado, Cardeal Gasparri, distribuir uma circular a todos os bispos da Itália para que retirassem seu apoio ao partido popular católico. Com isso ele preparava o caminho para que os fasci, em 27 de outubro, através da “Marcha Sobre Roma”, pudessem chegar ao poder. Sua experiência na Polônia convencera-o de que o parlamentarismo não teria os meios de impedir uma revolução comunista na Itália. Em 28 de outubro o rei, temoroso de que enfrentar os fasci traria demasiado derramamento de sangue, resolveu entregar o poder a Mussolini depois dos squadristi terem ocupado centros estratégicos do norte e centro da Itália. Num dos primeiros gestos como primeiro ministro Mussolini levou seu gabinete a uma missa perante o monumento ao Soldado Desconhecido, no Vitoriano em Roma. Foi então que ele assegurou ao Papa agir agressivamente para restaurar os direitos da Igreja. Gasparri disse, na ocasião, ao embaixador da Bélgica que “Mussolini nos mostrou que era um bom católico”. A decisão do Papa de apoiar Mussolini pegou muitos de surpresa como o padre Enrico Rosa, editor chefe da Civiltà Cattolica. Ele havia preparado uma matéria apresentando os fascistas como “homens sinistros e anticristãos” mas, antes que ela saísse, Pio XI advertiu, ao superior geral dos Jesuítas, que proibisse Rosa de publicá-la.

Pio XI agradou-se de Mussolini pois, no fundo, tinha valores em comum com ele: ambos tinham uma descrença em face a democracia parlamentar, não confiavam na liberdade de expressão ou de associação e viam o comunismo como ameaça além de compreenderem que o sistema parlamentar estava falido. Ratti mandou que Rosa descartasse o artigo crítico sobre Mussolini e publicasse outro com estes dizeres:

Quando uma forma de governo é constituída de forma legítima...muito embora tenha sido a princípio, defeituosa, ou mesmo questionável em vários sentidos...é nosso dever apoiá-la pois a ordem política e o bem comum a isso exigem. Não é permissível, seja a indivíduos ou a partidos, , tramar para derrotá-la, suplantá-la ou trocá-la recorrendo a meios injustos.” In: E. Rosa; Crisi di stato e crisi di autorità”. CC, 1922, IV, p. 204.


A opção da Igreja em aliar-se ao fascismo para combater o comunismo, ao invés de endossar o modelo parlamentar democrático-liberal francoamericano, se deu por razões claras: afinidade doutrinária. O liberalismo com seu teor horizontal não correspondia a noção de ordem - que tem cunho vertical e hierárquico - da qual a Igreja necessitava para dar cabo do perigo marxista. Isto deve ser vir de lição aos católicos de tendência liberalconservadora que acreditam numa coalização com pressupostos da democracia americana para solucionar a grave crise civilizacional que enfrentamos. Pio XI fornece, neste caso, uma lição importante.  


Siglas


CC: Revista “Civiltà Cattolica”


Bibliografia

Kertzer, David I. O Papa e Mussolini: a conexão secreta entre Pio XI e a ascensão do fascismo na Europa. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017.

Milza, Pierre. Mussolini. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

Rogari, Sandro. La Santa Sede e fascismo dall'Aventino ai Patti lateranensi. Bolonha: Forni, 1977.

Wilk, Stanislaus. Actae Nuntiaturae Polonae. Tomus 57, vols 1-6. Roma: Institutum Historicum Polonicum. 1995-2000.



segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A descida de Olavo aos infernos da heresia


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Faz tempo que temos mostrado a incoerência do sr. Carvalho com a fé católica - assunto de interesse pois o mesmo se apresenta como um devoto fiel da Igreja ao mesmo tempo que proclama, em alto e bom som, heresias evidentíssimas, enquanto se promove como mestre que pretende forjar a mente de diversos adeptos o que põe em risco a salvação eterna destas pessoas, na medida em que aderem a ensinos condenados.  Embora muitos já tenham despertado da lobotomia feita pelo sr. Olavo, há aqueles que ainda insistem na adesão ao mesmo, o que exige que nós continuemos a dar o devido combate. 

Recentemente mostramos como as suas falas, sobre aproximação ao reino do ocultismo, só podem ser perfeitamente compreendidas se remetidas ao ensinamento de René Guénon no que tange ao angelismo esotérico  e aos estados metafísicos do ser, tal como pensam os perenialistas. Ainda assim alguns loucos e obsedados pela patranha de apresentar o velho astrólogo como um católico ortodoxo insistem em dizer que tudo não passa de um mal entendido. O próprio Olavo tentou desmentir tudo ao alegar que: 

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Mas será que ele realmente denuncia o esoterismo? 

Vejamos: ( Ouçam o áudio aqui: http://imperiya.by/video/ojN3za_0wNd/Olavo-de-Carvalho_-MaonariaIlluminatiIslamismo.html)


"Conheço muito católico que está na maçonaria que é bom católico...esses que lutam pela pacificação da maçonaria com a Igreja Católica...eles estão certos" de 00:00 aos 00:20 segundos

"Maçonaria fez muita merda na história mas criou os EUA que são a maior nação cristã da terra...então é um meio a meio...a maior nação cristã do mundo foram os maçons que construíram" de 00:20 a 01:00 minuto

No minuto seis, do áudio acima, Olavo alega que o problema "são os Iluminati; a maçonaria americana não é um problema"

Então a crítica de Olavo e sua denúncia ao Esoterismo é apenas em parte: faz-se a crítica a uma ala da maçonaria e não a ela em bloco. Pacificar Igreja e Maçonaria é, para o mesmo, essencial como vemos aqui: 

"há evidente mistificação em interpretar toda a simbólica maçônica...no sentido de um anticristianismo"- Olavo de Carvalho na p. 237 do Jardim dos Aflições. 


"De acordo com Guénon, a civilização do ocidente se não conseguisse reunificar maçonaria e cristianismo - pequenos e grandes mistérios - restaurando o corpo cindido da espiritualidade tradicional não teria alternativa senão cair na barbárie ou islamizar-se. Como ambas as últimas tendências não cessaram de se fortalecer nas década que transcorreram ao diagnóstico guénoniano, não se sabe aí o que é mais notável: a exatidão da profecia do grande asceta francês ou sua antecipação na alma de Goethe." Olavo de Carvalho na P. 262 do Jardim das Aflições. 

Como ainda podem crer que esse homem, realmente, denuncia o esoterismo? Alguém que distingue a maçonaria dizendo que ela "não pode ser julgada em bloco" - o que é diferente de dizer que ela não tem certas divisões internas; há certas diferenças entre lojas mas, no fundo, existe algo em comum entre elas que faz delas todas, igualmente lojas maçônicas seja pela simbólica que encarnam seja por certas doutrinas gerais que professam - não está a denunciar o esoterismo mas a confundir a mente dos católicos com sofismas sutis. 

Ora, o papa Leão XIII, na Humanum Genus - documento sobre a maçonaria - destaca, no número 13, que: 

"Nos assuntos a respeito de religião que se veja como a seita dos Maçons age, especialmente aonde ela é mais livre para agir sem barreiras, e então que qualquer um julgue se realmente ela não deseja executar a política dos naturalistas. Por um longo e perseverante labor, eles esforçam-se para alcançar este resultado ― especificamente, que o ofício de ensinar e a autoridade da Igreja tornem-se sem valor no Estado civil; e por esta mesma razão eles declaram ao povo e argumentam que a Igreja e o Estado devem ser completamente desunidos. Por este meio eles rejeitam das leis e da nação a saudável influência da religião Católica; e eles conseqüentemente imaginam que os Estados devem ser constituídos sem qualquer consideração pelas leis e preceitos da Igreja."

Em suma: o objetivo da maçonaria é separar o Estado da Igreja e impedir que a mesma exerça influxo sobre as leis sociais. Ora, mesmo que nos EUA não se tenha operado uma perseguição feroz a Igreja Católica como a que fora promovida pelos maçons jacobinos na revolução francesa, lá não vige a união Estado-Igreja desejada e ensinada pelos santos padres; os EUA são um país laico e isso por obra da maçonaria. A laicidade se afasta do ensino tradicional dos papas. Logo, dizer que os EUA são uma nação criada pela maçonaria e, ao mesmo tempo, afirmar que se trata de uma nação cristã - como cristã dado que suas leis não são cristãs mas laicas e liberais? - não passa de uma farsa bem montada mas que, apesar das aparências, não deixa de ser mentira. Olavo desinforma sobre o fato mas está a denunciar o esoterismo? Como alguém denuncia o esoterismo dizendo que os EUA - obra suprema da maçonaria e de seu naturalismo que propugna a separação entre a esfera pública/estatal e a Igreja de Cristo - são uma nação cristã? É claro que isto não passa de mais um engodo do sr. Carvalho que, ao mesmo tempo que diz denunciá-lo, promove a astrologia - a fina flor do esoterismo. Mesmo Guénon denunciou o esoterismo ao criticar a tendência de certas lojas maçônicas que teriam perdido, segundo o mesmo, o seu caráter operativo, virando centros mais especulativos e doutrinais; isso, todavia, não o impediu de ser maçom. Guénon denunciou a baixa magia e o uso do esoterismo para práticas deste tipo preferindo um esoterismo mais metafísico ou filosófico. Ora, denunciar esoterismo não significa nada, dado que Guénon o fez e manteve-se, mesmo assim, dentro do círculo do esoterismo. 

Olavo não se torna um sujeito merecedor da confiança dos católicos pelo simples fato de denunciar elementos do esoterismo.  Até por que, a verve herética do astrólogo, revoltado com as últimas críticas recebidas de algumas personalidades ligadas a Igreja, continua virulenta como podemos ver aqui: 

Anticlericalismo patente

A frase de Olavo - que nega à autoridade da Igreja poder de exigir dos fiéis, fé divina e assentimento aos dogmas,  é condenada pela Lamentabili Sine Exitu do Papa São PIO X, como proposição herética: " Número 7- A Igreja, quando proscreve erros, não pode de maneira nenhuma exigir que os fiéis aceitem seus juízos com assentimento interno."  Dado que Olavo nega que a fé seja adesão ao ensino da autoridade hierárquica estabelecida por Cristo, ele recai na heresia do livre exame. 

Mais uma proposição condenada como herética pela Lamentabili no número 22:  "Os dogmas que a Igreja apresenta como revelados não são verdades caídas do Céu; são uma certa interpretação de fatos religiosos que a inteligência humana logrou alcançar à custa de laboriosos esforços". O dogma não tem mil interpretações mas apenas aquela dada pela Igreja. O que fugir disso é falsa doutrina e não interpretação propriamente dita. O dogma de per si é já uma canonização de uma verdade e sua autêntica e única interpretação depois de debates e controvérsias sobre um tema da fé. 

O bispo de Londrina pode ser excomungado sem ser ouvido mas se alguém disser que Olavo está excomungado por recair nas proposições condenadas pela Lamentabili este comete juízo temerário, como dirá seu séquito; alguém ainda duvida que Olavo criou uma seita que se empenha em fazer contorcionismos pseudo-filosóficos para justificar o que é injustificável enquanto excomunga bispos com uma medida bem menos rigorosa que exige para si quando é julgado?



Quem tiver olhos que veja!

sábado, 20 de janeiro de 2018

Nova direita contra Francisco: Bergoglio chancela o regime de Maduro?

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Quem acompanha nosso blog sabe que temos uma posição bem clara sobre o atual pontificado dado que não poupamos críticas a Bergoglio quando ele nos pareceu por em risco a fé e o bem comum da Igreja. Todavia isso não nos tira o compromisso da objetividade e da justiça mesmo quando se trata de falar de um pontificado que não nos agrada. 

Em tempo: a direita americana passou os anos da guerra fria dizendo que o Papa não é infalível em matéria social e que, por isso, as críticas de Paulo VI, João Paulo II, etc, ao livre mercadismo, não deviam ser seguidas. Eis que, de repente, a sucursal desta direita cá no Brasil quer que Francisco condene Venezuela e Bolívia por razões sociais. Ora, ou o que o Papa fala nessa área vale ou não vale. Ou só vale quando é para chancelar o capitalismo a lá EUA? Para tentar induzir o rebanho católico a condenar a ação de Francisco no que diz respeito a Venezuela, a nova direita ilude o público dizendo que ele tem as "mãos sujas com sangue de cristãos martirizados pelo regime de Maduro"( Percebam a má fé do sujeito que se intitula jornalista mas não cita de maneira nenhum as críticas abertas que Francisco fez a regimes como o de Maduro, como vamos mostrar abaixo: http://midiasemmascara.org/artigos/o-papa-francisco-tem-sangue-nas-maos/). A idéia é forçar uma associação total e completa entre Francisco/Maduro/Foro de São Paulo, ou seja, entre Bergoglio e o comunismo bolivariano. Embora seja evidente que Francisco tem pendores mais a esquerda isso não quer dizer que ele seja um comunista favorável a regimes de força - como o que vem sendo criado na Venezuela. As posições políticas pessoais de Francisco são a de um democrata-liberal de esquerda e não de um caudilhismo autoritário de esquerda como sói acontecer no bolivarianismo venezuelano. 

No ano passado Bergoglio chegou a protestar contra as medidas mais autoritárias de Maduro como podemos ver aqui: 

"A secretaria de Estado do Vaticano emitiu um comunicado onde pede ao Governo da Venezuela “que se evitem ou suspendam as iniciativas em curso como a Nova Constituinte” e pede às forças de segurança que se “abstenham do uso excessivo e desproporcionado da força”.

Numa mensagem de três parágrafos publicada esta sexta-feira de manhã, o Vaticano refere que iniciativas como a Assembleia Nacional Constituinte, eleita este domingo sob acusações de fraude, “mais do que favorecer a reconciliação e a paz, fomentam um clima de tensão e confronto e hipotecam o futuro”. Na mesma nota, o Vaticano pede que “se assegure o pleno respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, tal como da Constituição vigente”.

O Vaticano diz manifesta ainda a sua “profunda preocupação com a radicalização e agravamento da crise”, referindo o aumento de mortos, feridos e detidos. Além disso, diz que o Papa Francisco “acompanha de perto” a situação do país e “as suas implicações humanitárias, sociais, políticas, económicas e também espirituais”. O líder do Vaticano convida “todos os fieis do mundo a rezar intensamente” pela Venezuela.

O tom da missiva do Vaticano representa um revés para Nicolás Maduro, que em junho chegou a pedir ao Papa Francisco que atuasse como mediador da crise venezuelana. “Na condição de vigário de Cristo, tenho a plena certeza de que a sua colaboração ativa e orientadora pode abrir uma nova etapa do diálogo nacional”, escreveu numa carta enviada ao líder do Vaticano. “Já basta de tanta violência: é necessário dar uma chance à paz, sem armadilhas nem artimanhas.” In: http://observador.pt/2017/08/04/papa-francisco-pede-a-maduro-para-nao-instaurar-a-assembleia-constituinte/


A nova direita aposta, insistentemente, numa ideologia anti-esquerda que, no ardor de combater o comunismo, deixa de fazer as devidas graduações como se tudo fosse a mesma coisa e como se uma mera benção dada por Francisco a Maduro fosse uma carta branca ao seu regime. Não bastasse a falta de habilidade intelectual em analisar os fatos a atitude da nova direita ainda se mostra dotada de malícia extrema pois extrai conclusões impossíveis de fatos recortados ao bel prazer da necessidade do momento. Enquanto Francisco tenta estimular um acordo para pacificar o quadro na Venezuela, os dois lados - seja o de Maduro, seja o da oposição - apostam numa radicalização. Francisco tem se colocado acima dos discursos ideológicos dos dois partidos para tentar encontrar uma saída para o país o que fica claro aqui: https://www.publico.pt/2017/05/01/mundo/noticia/declaracoes-do-papa-francisco-enfurecem-a-oposicao-1770635. 

Cabe recordar que Maduro fez fortes críticas a Francisco: 

"Durante el vuelo nocturno de regreso de Colombia a Roma, el Papa Francisco aseguró a los periodistas que le acompañaban en el avión que «la Santa Sede ha hablado fuerte y claramente» sobre la situación de Venezuela y los pasos necesarios para salir pacíficamente de la crisis.

Respecto a las desaforadas críticas del presidente venezolano contra el Papa y la conferencia episcopal de su país, Francisco se limitó a comentar: «lo que dice Maduro que lo explique él. No sé lo que tiene en mente».

En tono sereno, el Santo Padre explicó que «la Santa Sede ha hecho mucho. Envió un nuncio de primer nivel para el trabajo de los cuatro expresidentes. Ha hablado con personas en público y en privado. Yo he hablado muchas veces en el Ángelus…».

El Vaticano tiene muy poca influencia sobre Maduro, pero de modos diversos -muchos de ellos reservados- ha estado «buscando una salida, ofreciendo ayuda para salir», pero «parece que la cuestión es muy difícil». In: http://www.abc.es/sociedad/abci-papa-francisco-dice-maduro-explique-no-tiene-mente-201709111537_noticia.html


Logo, atrelar Francisco a Maduro como se estivessem de pleno acordo é um erro grotesco e, quiçá, má fé diabólica.